A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) reagiu às decisões tomadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito do Banco Master. Sem citar o relator ministro Dias Toffoli - que tem dois irmãos e um primo com empresa ligado a fundo suspeito -, a entidade denunciou o que classifica como uma interferência atípica nas investigações. Isto inclui a nomeação específica de peritos e a imposição de prazos considerados incompatíveis com operações policiais complexas. A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) emitiu nota pública neste sábado (17) denunciando o que classifica como mitigação indevida das prerrogativas da corporação nas investigações envolvendo o Banco Master. Sem citar nominalmente o ministro Dias Toffoli, relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade critica medidas judiciais consideradas "manifestamente atípicas", como a designação nominal de peritos e a imposição de prazos exíguos para operações policiais. “A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal
Anfitrião da assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, concretizada neste sábado, 17, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, afirma que o tratado tem potencial para recolocar a integração entre a Europa e a América do Sul em movimento e para reposicionar o bloco sul-americano no cenário global. A cerimônia ocorreu em Assunção, a mesma cidade onde, em 1991, foi assinado o tratado que deu origem ao Mercosul. Para Peña, o simbolismo do local reforça a ambição paraguaia de se consolidar como polo de integração regional. “Para nós, trata-se de retornar às nossas raízes”, disse, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. Segundo ele, Assunção carrega uma tradição histórica de articulação política e econômica: “O Mercosul nasceu no Paraguai. Então, hoje, este acordo, o maior do mundo entre a Europa e o Mercosul, foi assinado. Para nós, ele tem valor, mas também reafirma quem somos.” O presidente avaliou que o
Uma disputa judicial que envolve o Banco Master e seu CEO, Daniel Vorcaro, resultou em derrota para ambos no Tribunal de Justiça de São Paulo, depois de apresentarem uma queixa-crime contra Vladimir Joelsas Timerman, fundador da Esh Capital, em outubro de 2024. Esse processo foi o único conhecido no qual a instituição financeira e o empresário foram defendidos pelo escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e seus filhos, Alexandre e Giuliana Barci de Moraes. O litígio teve origem em conflitos entre Timerman e investidores da Gafisa, da qual ele também é acionista. Em meio a denúncias do gestor à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), um inquérito apurou alegações de operações fraudulentas que envolvem fundos ligados a Nelson Tanure e o Banco Master. Segundo Timerman, essas ações tinham o objetivo de permitir que Tanure ampliasse o controle sobre a construtora, mascarando conflitos
A possível delação premiada do empresário Daniel Vorcaro tem gerado expectativa nos bastidores políticos e jurídicos, diante da avaliação de que o conteúdo das declarações pode provocar impactos amplos em diferentes setores do poder. O nome de Vorcaro passou a circular com força em Brasília após surgir associado a movimentações empresariais e temas sensíveis envolvendo disputas de influência e interesses econômicos. Agora, com a perspectiva de uma colaboração formal com as autoridades, cresce a avaliação de que o acordo pode produzir desdobramentos relevantes. Nos bastidores, o entendimento é de que uma delação com informações consistentes e detalhadas tem potencial para desencadear novas frentes de investigação, atingir aliados políticos e ampliar a crise institucional em curso. O temor de “efeito cascata” é citado por interlocutores que acompanham o caso de perto. Apesar da movimentação intensa nos bastidores, ainda não há confirmação pública sobre os termos do acordo, nem sobre quais nomes poderão ser citados
