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Advogado de Trump ironiza pressa de Lula em classificar reunião como "ótima"

Martin De Luca diz que "silêncio" de Trump após encontro na Malásia contrasta com entusiasmo do petista

Publicada em 27/10/2025 às 16:37h - 89 visualizações - Contra fatos


Advogado de Trump ironiza pressa de Lula em classificar reunião como



A rápida declaração do presidente Luiz Inácio  da Silva (PT) classificando como “ótima” a reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, neste domingo (26), em Kuala Lumpur, virou alvo de ironia do advogado americano Martin De Luca, que representa a Trump Media em ações relacionadas às redes sociais do republicano.

 

Segundo De Luca, o contraste entre o entusiasmo de Lula e o silêncio de Trump após o encontro seria um sinal de que o resultado da conversa não foi tão produtivo quanto o governo brasileiro quis demonstrar.

“Você sabe que uma reunião é um sucesso retumbante quando um lado fica completamente em silêncio e o outro se apressa em declará-la ‘ótima’ — citando como prova que ambos concordaram em realizar novas reuniões… que já vêm acontecendo há semanas. Como dizem em Brasília: progresso”, ironizou o advogado no X (antigo Twitter).


Contradições e ironia sobre diplomacia brasileira

 

Em outra postagem, De Luca comentou o comportamento do chanceler Mauro Vieira e do secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, durante entrevistas à imprensa.

“A linguagem corporal diz tudo. O chanceler brasileiro diz que não discutiram as razões das tarifas e sanções impostas, e 10 segundos depois admite que falaram sobre o julgamento de Bolsonaro. Mais progresso? Ou eles só foram para uma sessão de fotos?”, escreveu o advogado.

A observação faz referência às falas dos assessores brasileiros, que tentaram minimizar a abordagem de temas sensíveis, como as sanções aplicadas pelos EUA a  do  Tribunal Federal (STF) sob a  — entre eles Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso.


Sanções e defesa do STF

tarifaço imposto por Washington a produtos brasileiros e as sanções contra autoridades do STF foram temas indiretos da conversa, segundo Márcio Rosa. Ele afirmou que Lula defendeu as instituições brasileiras e considerou injustas as punições aplicadas pelo governo americano.

 

“O presidente Lula utilizou como exemplo a injustiça da aplicação da Lei Magnitsky em relação a algumas autoridades, como do Supremo Tribunal Federal. Respeitou-se o devido processo legal, e não há nenhuma perseguição política ou jurídica”, declarou Rosa.

O Palácio do Planalto avaliou a reunião como “positiva e produtiva”, enquanto a  optou por não comentar o conteúdo do diálogo bilateral.

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