O advogado do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, Martin de Luca, fez críticas nesta quinta-feira (30) às instituições brasileiras, como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após comentar a megaoperação policial no Rio de Janeiro que resultou em 121 mortos.
Segundo ele, os tribunais brasileiros estariam atuando de maneira que beneficia o crime organizado e enfraquece as forças de segurança.
De Luca publicou uma série de postagens na rede social X, em que mencionou diretamente os ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino, ambos do STF. O advogado afirmou que os magistrados criticaram a operação do governador Cláudio Castro (PL) contra o Comando Vermelho, mas não demonstraram preocupação com a violência provocada pelas facções.
“A preocupação deles não era com os civis encurralados por gangues que usavam drones, granadas e fuzis. Nem pareciam preocupados com o fato de os criminosos estarem de posse de fuzis do Exército venezuelano”, escreveu.
Ele também disse que as intervenções do Judiciário em decisões de segurança pública atrapalham o trabalho das forças policiais:
“Quando os juízes se preocupam mais com as autoridades do que com os criminosos, algo fundamental se rompeu. A crítica feita a uma operação da polícia estadual altera o cálculo de risco para quem está na linha de frente. Isso significa menos batidas policiais, resposta mais lenta e fortalecimento das organizações criminosas.”
Em outra publicação, De Luca elogiou o governador Cláudio Castro, chamando-o de “um dos poucos dispostos a enfrentar o crime organizado”. Ele também relacionou as críticas e o julgamento no TSE a uma suposta perseguição política:
“Um dia depois de o governador do Rio liderar a maior operação do Brasil contra o Comando Vermelho, o TSE, composto por ministros do STF, repentinamente marca seu julgamento para possível destituição do cargo.”
O advogado ainda sugeriu que o governo federal demonstra resistência em combater o crime de forma mais firme:
“O Brasil não pode derrotar o crime organizado se suas instituições punirem a coragem e recompensarem a paralisia.”
As declarações ocorreram em meio ao debate sobre a operação Contenção, realizada nos complexos da Penha e do Alemão, considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro.
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