Documentos enviados pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e pela Receita Federal à CPMI do INSS mostram que a Datacore Informática — empresa do secretário Nacional de Ciência e Tecnologia da Informação do PT, Ricardo Bimbo Troccoli — recebeu R$ 11,1 milhões de intermediárias envolvidas em esquemas de fraudes previdenciárias.
Segundo o Coaf, a Datacore foi a companhia que mais recebeu recursos da ADS, apontada como uma das principais operadoras das irregularidades.
Somente dessa intermediária, a empresa de Troccoli recebeu R$ 8,3 milhões, além de R$ 320 mil enviados diretamente às contas pessoais do dirigente petista.
Entre 2023 e 2024, a Datacore ainda recebeu R$ 1,4 milhão da G8 Cursos e Consultoria e R$ 121 mil da Sempre Empreendimentos.
Outras três empresas, somadas, enviaram aproximadamente R$ 1,4 milhão para a Datacore no mesmo período.
Apesar dos repasses milionários, as Demonstrações Financeiras enviadas à Receita Federal entre 2021 e 2024 não registram qualquer despesa com salários.
Embora tenha sede declarada no centro financeiro de São Paulo, os documentos não mostram propriedade do local e indicam somente um gasto de R$ 4 mil por ano com aluguel — equivalente a R$ 333 mensais — informação presente apenas na demonstração referente a 2024.
O Coaf também identificou que, ao longo de 2023, a Datacore enviou R$ 122 mil para a CH Soluções de Tecnologia da Informação, cujo sócio, Rosenilton Santos de Brito, é registrado como beneficiário do Bolsa Família, recebendo R$ 300 mensais.
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