Senadores de oposição começam a confirmar seus votos contrários à indicação do nome de Jorge Messias para a vaga de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou a indicação do advogado-geral da União nesta quinta-feira, 20, causando insatisfação no Parlamento.
A Oeste, o senador Márcio Bittar (União Brasil-AC) afirmou que votará contra a indicação de Messias. Ele quer que a oposição una forças com setores dissidentes da base governista para derrubar o nome escolhido por Lula.
“Não voto nele de jeito nenhum, é impossível”, destacou Bittar. “Esse grupo do Messias é o mesmo que foi pego na Lava Jato. É o mesmo núcleo que lascou a vida do Bolsonaro. Eu não posso votar em alguém que representa tudo aquilo que combatemos.”
Ainda segundo o parlamentar, Messias “faz parte do mesmo grupo que perseguiu Bolsonaro” e integra “um núcleo poderoso que colocou um inocente na cadeia”. Ele destacou que “há uma divisão no governo”, e a oposição “tem que aproveitar”.
“Está claro que há uma divisão nas hostes governistas”, sinalizou o senador. “Com essa divisão, nós podemos derrotar o governo. O candidato de Lula é o Messias — então vamos derrotar esse cara. É o camarada que teve possibilidade de atuar no esquema de corrupção dos mais vulneráveis do INSS e não atuou. Nós vamos fazer história e vamos derrotar esse cara. Se há racha no governo, temos que nos juntar à dissidência e derrotar o PT.”
Pelas redes sociais, o senador Jorge Seif (PL-SC) também disse que votará contra a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, a atuação do advogado-geral da União já demonstra incompatibilidade com a função de ministro da Corte.
“Votarei contra a indicação de Jorge Messias ao STF”, afirmou Seif. “Como AGU, perseguiu o jornalista Alexandre Garcia, negou blindados que protegeriam policiais no RJ e foi omisso diante das fraudes bilionárias no INSS.”
Seif também rebateu o argumento de que o fato de Messias ser evangélico poderia facilitar sua aprovação entre parlamentares conservadores. “O fato de ser evangélico não é escudo”, observou. “O Evangelho prega justiça, não perseguição e seletividade.”
Ao dizer que o Supremo exige neutralidade absoluta, Seif concluiu que a indicação representa risco à independência institucional da Corte. “STF exige independência, não mais partidarismo”, avaliou o senador. “Voto não a Jorge Messias.”
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