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Mulher de Toffoli já foi sócia de advogado do dono do Banco Master que defende Daniel Vorcaro

Roberta Maria Rangel integrou sociedade do escritório Warde Advogados em 2021; banca hoje defende Daniel Vorcaro

Publicada em 02/12/2025 às 13:31h - 172 visualizações - Contra Fatos


Mulher de Toffoli já foi sócia de advogado do dono do Banco Master que defende Daniel Vorcaro



A advogada Roberta Maria Rangel, esposa do ministro Dias Toffoli, do  Tribunal Federal (STF), integrou em 2021 o quadro societário do escritório Warde Advogados, comandado por Walfrido Warde — que atualmente atua na defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

À época, o escritório tinha cerca de 24 sócios registrados no Cadastro Nacional de Sociedade de Advogados (CNSA) da OAB. Atualmente, o nome de Roberta não aparece mais na lista de integrantes exibida no site da banca. Antes disso, ela já havia trabalhado na defesa da J&F, do grupo JBS.

A estrutura do escritório também reúne figuras que ocuparam cargos estratégicos no governo federal: Valdir Simão, ex-ministro da Controladoria-Geral da União, e Leandro Daiello, ex-diretor-geral da Polícia Federal, ambos como sócios.

 

Além de Warde, a defesa de Vorcaro inclui Ciro Rocha SoaresPierpaolo Cruz BottiniSérgio LeonardoRoberto PodvalDaniel Romeiro e Stephanie P. G. Barani. Bottini, inclusive, atuou na defesa da desembargadora Solange Salgado em um caso de fraude; ela foi a magistrada que determinou a soltura de Vorcaro na semana anterior.

Sigilo máximo determinado por Toffoli no caso Vorcaro

O envolvimento do escritório ocorre em meio a outra decisão recente relacionada ao caso. O STF impôs sigilo máximo ao processo movido pela defesa de Daniel Vorcaro, que questiona a operação da  Federal de  responsável por sua prisão. A medida foi tomada pelo ministro Dias Toffoli, relator da ação.

 

A defesa do banqueiro apresentou, no dia 27, uma reclamação ao STF argumentando que a Justiça Federal de Brasília não teria competência para conduzir as investigações. Os advogados também pediram o envio do caso ao Supremo em razão da apreensão de um contrato imobiliário ligado ao deputado João Carlos Bacelar (PL-BA).

 

Inicialmente sob segredo de Justiça, o processo recebeu uma camada ainda mais rígida de restrição após a divulgação pública da atuação dos advogados. Segundo o STF, cabe ao relator ajustar o nível de sigilo conforme julgar necessário.

Com o novo bloqueio, dados básicos — como iniciais das partes, nomes dos advogados ou movimentações processuais — deixaram de ser visíveis. Apenas advogados constituídos, o Ministério Público quando acionado e servidores do gabinete de Toffoli têm acesso ao conteúdo.

 

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