Um vídeo divulgado nesta quarta-feira trouxe novos detalhes sobre a operação norte-americana que resultou na apreensão de um petroleiro de grande porte próximo à costa da Venezuela. A ação, conduzida em águas internacionais, reuniu equipes da Guarda Costeira dos EUA, do FBI, do Homeland Security Investigations (HSI) e contou com apoio do Departamento de Defesa, informou a procuradora-geral Pamela Bondi em comunicado publicado no X (antigo Twitter).
Segundo Bondi, o navio estava há anos sob sanções impostas por Washington por participar de um esquema de transporte de petróleo venezuelano e iraniano destinado ao financiamento de grupos que o governo americano classifica como terroristas.
A apreensão foi executada após uma ordem de bloqueio, parte das medidas dos EUA para impedir que redes internacionais movimentem petróleo sujeito a sanções.
De acordo com Bondi, a abordagem ocorreu de forma “segura e coordenada”, permitindo o avanço das investigações conduzidas pelo Departamento de Segurança Nacional sobre o tráfico de hidrocarbonetos ilícitos.
A captura havia sido antecipada um dia antes pelo então presidente Donald Trump, que informou à imprensa que os EUA haviam interceptado “o maior petroleiro já confiscado” pelo país, nas proximidades da costa venezuelana.
Trump reforçou que a operação integra o maior deslocamento militar americano no Caribe em décadas, voltado ao combate ao narcotráfico e ao contrabando de petróleo. Ele ainda declarou, segundo a Bloomberg, que outras ações semelhantes estavam previstas para ocorrer em breve.
A apreensão se inseriu na estratégia do governo Trump de intensificar pressões diplomáticas, econômicas e militares sobre o regime de Nicolás Maduro, buscando sufocar redes de tráfico e enfraquecer financeiramente a Venezuela.
Essas operações — baseadas em legislação norte-americana — incluíram apreensões de navios, sem detalhamento público sobre tripulações envolvidas ou destino final das cargas confiscadas.
Autoridades citadas pela Bloomberg afirmam que a operação faz parte de um esforço ampliado para cortar o fluxo de recursos de estruturas ligadas ao terrorismo.
O petróleo sancionado da Venezuela costuma ser deslocado por intermediários, empresas de fachada e navios que trocam de nome ou desligam sistemas de rastreamento para escapar da detecção.
Essas embarcações realizam transferências em alto-mar para completar as rotas de exportação.
As sanções dos EUA continuam a impactar fortemente a PDVSA, restringindo a exportação venezuelana a poucos compradores — principalmente refinarias chinesas e alguns operadores que aceitam o risco de apreensão.
Embora a produção se mantenha próxima de 1 milhão de barris diários, boa parte é negociada com deságio significativo devido ao embargo.
Em entrevista ao Politico, Trump afirmou que os “dias de Maduro estão contados” e sugeriu que uma intervenção militar direta poderia ocorrer “em breve”.
A Bloomberg destacou que a ofensiva marítima no Caribe já resultou na destruição de mais de 20 embarcações ligadas ao tráfico de drogas e na morte de pelo menos 87 tripulantes, segundo números fornecidos ao veículo.
As autoridades americanas afirmaram que a apreensão serve como sinal ao mercado internacional, reforçando o risco real de confisco e processo judicial para operadores que transportem petróleo venezuelano sancionado.
A ação, segundo os EUA, busca pressionar mecanismos de evasão e desencorajar rotas clandestinas que tentam contornar o embargo.
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