noticias46 Banco Central coloca em sigilo reuniões de Moraes com Galípolo sobre Lei Magnitsky e Banco Master

Brasil

Banco Central coloca em sigilo reuniões de Moraes com Galípolo sobre Lei Magnitsky e Banco Master

As reuniões ocorreram em 14 de agosto e 30 de setembro de 2025, segundo confirmou o próprio ministro Moraes

Publicada em 21/01/2026 às 09:27h - 152 visualizações - Hora Brasilia


Banco Central coloca em sigilo reuniões de Moraes com Galípolo sobre Lei Magnitsky e Banco Master



O Banco Central do Brasil (BC) decidiu colocar sob sigilo o conteúdo de duas reuniões realizadas entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, alegando riscos à “segurança da sociedade e do Estado”. A informação foi revelada pelo site O Antagonista, com base em resposta a um pedido via Lei de Acesso à Informação (LAI) feito pelo deputado federal Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PL-SP).

As reuniões ocorreram em 14 de agosto e 30 de setembro de 2025, segundo confirmou o próprio ministro Moraes, que afirmou terem tratado da Lei Magnitsky — legislação internacional que impõe sanções a violadores de direitos humanos. Nenhuma das reuniões, no entanto, aparece nas agendas oficiais de ambos.

As conversas entre Moraes e Galípolo ganharam notoriedade após reportagem da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, revelar que, no segundo semestre de 2025, Moraes teria feito gestões junto ao BC em favor do Banco Master, antes da decretação da liquidação da instituição. Segundo a apuração, houve ao menos cinco contatos, incluindo reuniões presenciais.

À época, o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, mantinha contrato com o banco, com previsão de até R$ 129 milhões em honorários. As tratativas, porém, não foram formalmente registradas nas agendas públicas.

Além disso, documentos obtidos via LAI mostram que, em setembro de 2025, o Banco Central ainda não possuía diretrizes internas sobre a aplicação da Lei Magnitsky, lançando dúvidas sobre a justificativa oficial para os encontros.

Na resposta enviada ao deputado Luiz Philippe, o Banco Central não informou o grau de sigilo, a autoridade responsável pela classificação, o prazo de restrição, nem apresentou a fundamentação legal exigida pela LAI.

Para o parlamentar, a postura do BC gera contradições graves. “Ou existem informações que foram classificadas de forma irregular, ou não há registros — o que conflita com declarações do próprio presidente da autarquia, que sempre afirmou que todas as reuniões institucionais são documentadas”, disse Luiz Philippe.

O caso reforça suspeitas sobre possível interferência indevida de um ministro do STF junto ao órgão regulador do sistema financeiro, em contexto que envolve contratos milionários familiares, decisões judiciais e o colapso de uma instituição bancária.

Parlamentares da oposição avaliam que a resposta evasiva do BC viola o princípio da publicidade e o dever constitucional de transparência, e prometem acionar o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público Federal (MPF) para aprofundar as investigações.

 

 

 

 

 

Nosso grupo no WhatsApp ZY3 notícias: Não espere pelos algoritmos! Receba nossas notícias diretamente no seu celular. Além de notícias, tem a programação da ZY3, enquetes premiadas e matérias exclusias só para o grupo. 

 Clique aqui e entre no nosso grupo gratuito.




ATENÇÃO:Os comentários postados abaixo representam a opinião do leitor e não necessariamente do nosso site. Toda responsabilidade das mensagens é do autor da postagem.

Deixe seu comentário!

Nome
Email
Comentário
0 / 500 caracteres

Captcha do formulário de Comentários
Insira os caracteres no campo abaixo:








Nosso site ZY3 Nosso Whatsapp (12) 9 9612-4827
Visitas: 808667 Usuários Online: 1
Copyright (c) 2026 - ZY3 - R. Manoel Joaquim de Oliveira, 444 - Monte Castelo, SJC - SP, 12215-090
Mensagem