Na região portuária do Rio de Janeiro, onde o passado escravocrata e a revitalização urbana se cruzam em camadas de história, um prédio inacabado se transformou em símbolo de impasses administrativos, descobertas arqueológicas e disputas institucionais.
O que deveria ser a nova sede de um dos órgãos mais estratégicos da economia brasileira acabou virando um enigma urbano que se arrasta há mais de uma década.
Agora, segundo informações do jornal Valor Econômico, o imóvel terá destino compartilhado com a Marinha do Brasil, após um acordo que prevê a doação do prédio à União e a posterior incorporação parcial pela força naval.
A decisão encerra um ciclo marcado por paralisações, investigações e até descobertas arqueológicas de grande relevância histórica.
O projeto previa a construção de um edifício de sete andares na região da Gamboa, área inserida no contexto da revitalização da zona portuária.
No entanto, o empreendimento enfrentou sucessivos obstáculos.
A quebra da empreiteira responsável, dificuldades no licenciamento, fiscalizações do Tribunal de Contas da União e apurações do Ministério Público atrasaram o cronograma.
Além disso, escavações realizadas durante a construção revelaram um vasto acervo arqueológico, o que exigiu monitoramento técnico especializado e ampliou os custos do projeto.
Entre 2011 e 2016, arqueólogos identificaram mais de 119 mil peças históricas no local.
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