O novo relator do caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça, afirmou a interlocutores que a Polícia Federal (PF) terá “carta branca” para conduzir as investigações.
Segundo relatos confirmados à emissora CNN pelo gabinete do ministro, Mendonça considera o processo o mais relevante de sua trajetória na Corte e avalia que ele marcará sua biografia. Por isso, pretende conduzi-lo com “extrema correção”.
As declarações foram interpretadas como um gesto de autonomia à PF, sobretudo depois dos atritos entre a corporação e o então relator do caso, Dias Toffoli. Também foram vistas como um contraponto a posições manifestadas por outros ministros em relação à atuação policial.
No período em que esteve à frente do processo, Toffoli impôs restrições ao trabalho da corporação. Ele determinou que o material apreendido em uma das operações ficasse sob guarda de seu gabinete e que apenas peritos por ele indicados pudessem examiná-lo.
Já Alexandre de Moraes, segundo relatos, teria feito críticas à Polícia Federal nos bastidores. Em reunião reservada do STF que resultou no afastamento de Toffoli da relatoria, coube a Moraes externar essas ponderações.
Ele teria afirmado que alertou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, de que, caso surgisse indício que envolvesse autoridade com foro, a investigação não poderia prosseguir. Se isso tivesse ocorrido, seria um “papel sujo” da corporação, e o inquérito deveria ser anulado.
Moraes também está no centro das atenções do caso Master, devido a um contrato de R$ 129 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci de Moraes.
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