Grupos sindicais ligados ao setor petroleiro do Rio de Janeiro anunciaram a realização de um protesto para pressionar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a Petrobras a destinarem petróleo brasileiro a Cuba, país que enfrenta uma crise energética agravada nos últimos meses.
O ato, previsto para a próxima quinta-feira (26), tem como objetivo cobrar que o Brasil utilize sua capacidade produtiva para atender à demanda da ilha caribenha. Na convocação, entidades sindicais afirmam que o cenário cubano se deteriorou após a redução do fornecimento externo de petróleo, o que impactou serviços essenciais como transporte, hospitais e escolas.
Os organizadores defendem que o governo brasileiro e a Petrobras atuem “em solidariedade ao povo cubano” e criticam o que classificam como bloqueio energético decorrente de sanções internacionais. O movimento reúne sindicatos de diferentes categorias e organizações políticas, que pedem o envio de petróleo nacional e maior engajamento da estatal brasileira na resposta à crise.
Segundo os sindicatos, a Petrobras teria capacidade técnica para suprir parte da necessidade cubana. A estimativa apresentada pelos organizadores aponta que a demanda anual de petróleo de Cuba seria inferior a uma semana de produção da companhia brasileira. O grupo também cita a atuação da PPSA — estatal responsável pela gestão de contratos de partilha — e argumenta que leilões de petróleo poderiam ser direcionados para esse tipo de apoio internacional.
A mobilização ocorre em um contexto sensível para o governo Lula, já que decisões envolvendo a Petrobras frequentemente geram debate político e econômico sobre o papel da empresa, a política externa brasileira e o uso de recursos energéticos nacionais.
Críticos da proposta avaliam que eventual envio de petróleo a Cuba poderia provocar questionamentos sobre prioridades internas, impacto financeiro e alinhamento geopolítico. Também apontam que a medida poderia ampliar tensões no debate sobre a função da Petrobras — se voltada prioritariamente ao mercado doméstico e aos acionistas ou a iniciativas de caráter político e diplomático.
Até o momento, nem o Palácio do Planalto nem a Petrobras anunciaram qualquer decisão formal sobre o envio de petróleo ao país caribenho. A estatal mantém posição pública de que sua atuação segue critérios comerciais e estratégicos definidos em suas políticas corporativas.
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