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Base militar da China no Brasil? Como a China usa observatórios civis para espionar militarmente os países no continente Americano.

Síntese do relatório: "China In Our Backyard: Volume II - Pulling Latin America into China's Orbit"

Publicada em 02/03/2026 às 11:17h - 94 visualizações - ZY3


Base militar da China no Brasil? Como a China usa observatórios civis para espionar militarmente os países no continente Americano.



O relatório, produzido pelo Comitê Selecionado do Congresso dos EUA sobre a Competição Estratégica com o Partido Comunista Chinês (CCP), analisa como a República Popular da China (RPC) utiliza infraestrutura espacial na América Latina para fins militares, sob o disfarce de cooperação civil e comercial.

Focado em países como Venezuela, Brasil, Bolívia, Argentina e Chile, o documento destaca a expansão da "Rota da Seda Espacial" (parte da Iniciativa Cinturão e Rota) para avançar o Conhecimento do Domínio Espacial (SDA) do Exército Popular de Libertação (PLA), fortalecendo capacidades de inteligência, vigilância e guerra. Baseado em documentos chineses, fontes abertas e análise de instalações, o relatório é o segundo volume sobre atividades chinesas na região.

Principais Informações

1. Estratégia Chinesa Geral:

  • A China vê o espaço como um "novo ponto de comando" na competição global, essencial para "guerra informacionada" (integração de sistemas de informação para precisão em combates, C4ISR, ataques de longo alcance e superioridade espacial).
  • Sob a Fusão Civil-Militar e leis de mobilização nacional, instalações "civis" são acessíveis ao PLA. Empresas como China Satellite Launch and Tracking Control General (CLTC) estão ligadas à Força de Suporte à Informação do PLA.
  • A China lançou mais de 1.000 satélites e construiu >80 projetos espaciais no exterior, criando uma rede integrada para sensoriamento remoto, comunicações e navegação.

2. Foco na América Latina:

  • A região é crucial para SDA devido à localização geográfica, permitindo monitoramento contínuo de satélites fora da linha de visão da China continental (necessário para órbitas LEO/GEO).
  • Políticas chinesas evoluíram: Livro Branco de 2008 priorizava trocas científicas; 2016 integrou padrões técnicos; 2025 elevou "cooperação espacial" como pilar, convidando participação em Beidou, missões lunares e estações de pesquisa.
  • Fóruns como China-CELAC e Declaração de Wuhan (2024) fornecem cobertura diplomática para presença de longo prazo.

3. Instalações Específicas:

  • O relatório identifica 11 instalações de uso duplo (civis/militares), operadas por entidades ligadas ao PLA. Elas incluem estações terrestres, radiotelescópios e estações de alcance laser por satélite (SLR), capazes de TT&C, VLBI e coleta de dados de precisão.
País Instalação Descrição Principal e Uso Duplo
Argentina Espacio Lejano (Neuquén) Antena de 35m para VLBI/SIGINT; monitora satélites dos EUA; arrendamento de 50 anos à China.
Argentina Felix Aguilar Observatory (San Juan) SLR para dados geodésicos; pode apoiar ASAT e guerra eletrônica; projeto CART cancelado em 2025 por pressão dos EUA.
Argentina Río Gallegos Ground Station Antenas X/C-band para comunicações seguras; laços com bases PLA.
Venezuela El Sombrero (Guárico) Controle de satélites; integrado ao projeto lunar chinês; construído pela CGWIC.
Venezuela Luepa (Bolívar) Backup para TT&C; operado pela CGWIC.
Venezuela Luepa (Bolívar) Backup para TT&C; operado pela CGWIC.
Bolívia La Guardia (Santa Cruz) Backup para TKSAT-1; financiado por empréstimo chinês; TT&C com análise de imagens.
Bolívia Amachuma (La Paz) Principal para TT&C; aluga tempo para satélites chineses; laboratório de processamento.
Chile China-Chile Astronomical Data Center (Santiago) Processamento de dados com IA Huawei; cancelado em 2025 por preocupações de segurança.
Chile Ventarrones Astronomical Park (Atacama) Monitoramento de objetos; laços com unidade PLA.
Chile Santiago Satellite Station Antenas para rastreamento; contratos suecos expirados por riscos de inteligência.
Brasil Tucano Ground Station Parceria com Beijing Tianlian; dados para voos humanos/reconhecimento; laços com Força Aérea Brasileira.
Brasil China-Brazil Joint Lab for Radio Astronomy (Serra do Urubu) Pesquisa em radioastronomia; pode interceptar sinais militares via BINGO.

4. Uso Militar:

  • Essas instalações formam uma rede para SDA global quase contínua, apoiando operações contraespaço, alerta de mísseis e orientação de armas avançadas (ex.: mísseis balísticos, veículos hipersônicos).
  • Coletam inteligência de adversários (ex.: monitorando transmissões dos EUA via bandas S/X/Ka), rastreando navios/aeronaves e criando "guarda-chuva de informações" para superioridade em conflitos.

Implicações Geopolíticas

  • Ameaça à Segurança dos EUA e Aliados: A infraestrutura permite à China monitorar e potencialmente perturbar ativos espaciais dos EUA no Hemisfério Ocidental, facilitando ataques precisos e minando a mobilização militar americana em crises no Pacífico. Isso viola o Corolário Trump à Doutrina Monroe (2025), que nega a competidores não hemisféricos controle de ativos estratégicos.
  • Dependências na América Latina: Países anfitriões criam dependências econômicas e tecnológicas na China (ex.: empréstimos, treinamento), reduzindo soberania e expondo a riscos de espionagem. Fóruns multilaterais mascaram avanços militares, contrapondo-se à influência ocidental.
  • Competição Global no Espaço: A expansão chinesa desafia a liderança dos EUA, promovendo ecossistemas tecnológicos alternativos e reduzindo dependência de sistemas ocidentais. Pode escalar tensões, com o PLA buscando "superioridade espacial" via ASAT e jamming.
  • Respostas Recomendadas: O relatório sugere rever cooperações da NASA, atualizar a Emenda Wolf para bloquear brechas multilaterais, condicionar ajuda dos EUA a mitigações de risco, eliminar infraestrutura chinesa ameaçadora e expandir parcerias civis americanas para contrabalançar a influência da RPC.

O relatório enfatiza a urgência de ação dos EUA para preservar a segurança hemisférica, destacando que, sem contramedidas, a China consolidará uma rede de vigilância global. Para o Brasil (mencionado em duas instalações), implica riscos de integração militar inadvertida, sugerindo maior escrutínio em parcerias espaciais.

Veja o vídeo resumo

 

 

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