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"Se atacar Itaipu, acaba o Brasil": ex-chefe da Marinha faz alerta devastador e expõe a fragilidade de áreas vitais que podem paralisar o país

Entre usinas, portos, rotas estratégicas e ameaças invisíveis, a fala do ex-comandante reacende um debate pouco explorado no país e joga luz sobre vulnerabilidades que podem comprometer energia, logística, soberania e o funcionamento de estruturas vi

Publicada em 25/03/2026 às 09:20h - 24 visualizações - Sociedade Militar




Em tempos de guerras híbridas, sabotagens digitais e disputas por energia, defesa deixou de ser assunto restrito a quartéis, navios e caças.

O debate passou a incluir portos, usinas, fertilizantes, internet, hospitais e rotas logísticas que sustentam o funcionamento diário de um país continental como o Brasil.

É nesse tabuleiro mais amplo, em que uma falha crítica pode gerar efeitos em cadeia, que uma declaração contundente voltou a chamar atenção no noticiário nacional.

Segundo entrevista publicada pelo Estadão em março de 2026, o ex-comandante da Marinha Ilques Barbosa Junior afirmou que um ataque a Itaipu teria potencial de paralisar o país, ao defender uma revisão profunda da forma como o Brasil pensa sua defesa.

Na avaliação do almirante, a proteção nacional precisa ir muito além das Forças Armadas e incorporar civis, especialistas e órgãos estratégicos ligados a energia, segurança cibernética, transporte, biossegurança e abastecimento.

A fala ganhou repercussão porque toca em dois pontos sensíveis: a vulnerabilidade das chamadas infraestruturas críticas e a lentidão histórica do Estado brasileiro para integrar defesa, logística e indústria nacional.

Defesa além dos quartéis

Ao comentar o cenário geopolítico, Ilques sustentou que o país precisa abandonar uma visão estreita, limitada ao emprego clássico das Forças Armadas, e passar a enxergar defesa como um sistema de sobrevivência nacional.

Nessa lógica, proteger o Brasil significa garantir que energia, alimentos, comunicação, cadeias logísticas e serviços essenciais continuem funcionando mesmo diante de crises graves, sabotagens ou conflitos.

Foi nesse contexto que o ex-comandante citou Itaipu e o Porto de Santos como exemplos de estruturas cuja interrupção teria impacto imediato sobre a economia e a estabilidade do país.

A avaliação não surge do nada.

Itaipu segue como uma das maiores hidrelétricas do mundo e peça central da segurança energética brasileira e paraguaia, enquanto o Porto de Santos encerrou 2025 com recorde de 186,4 milhões de toneladas movimentadas e responde por parcela relevante da balança comercial nacional.

O que Ilques propõe

No centro do raciocínio do ex-comandante está a ideia de uma coordenação mais robusta entre militares e civis.

Ele critica a tendência de reduzir o debate de defesa a disputas internas de poder ou a reformas administrativas dentro do Ministério da Defesa.

Para ele, o problema maior está fora da caserna: falta colocar à mesma mesa quem cuida de energia, cibersegurança, segurança sanitária, transporte e mobilidade estratégica.

A tese é simples e, ao mesmo tempo, ambiciosa: não adianta discutir apenas tanques, navios e aviões se o país continua vulnerável em áreas que sustentam a vida econômica e social.

Essa visão conversa com movimentos recentes do próprio Estado brasileiro.

Em agosto de 2025, o governo federal instituiu uma nova Estratégia Nacional de Cibersegurança, reforçando a necessidade de proteger serviços essenciais, ampliar a governança digital e elevar a capacidade de resposta do país a incidentes cibernéticos.

Ou seja, parte do alerta feito por Ilques encontra eco em políticas públicas mais recentes, especialmente no campo digital, onde ataques podem comprometer desde bases de dados até sistemas críticos.

O peso da logística no mapa brasileiro

Outro ponto forte da entrevista é a mobilidade militar em um território de dimensões continentais.

Ilques argumenta que o Brasil ainda carece de planejamento integrado para deslocar tropas e equipamentos rapidamente entre regiões distantes.

A crítica atinge uma velha fragilidade nacional: estradas, ferrovias, portos e hidrovias raramente são pensados também sob a ótica da defesa.

Para um país com litoral extenso, fronteiras amplas e dependência crescente de corredores logísticos, essa lacuna transforma infraestrutura em vulnerabilidade estratégica.

O raciocínio também ajuda a explicar por que o almirante insiste tanto no elo entre segurança e economia.

Quando ele menciona fertilizantes, alimentos e cadeias produtivas, a preocupação vai além do campo militar tradicional.

A pandemia de covid-19 e as turbulências geopolíticas dos últimos anos mostraram que depender excessivamente de cadeias externas pode cobrar um preço alto em momentos de ruptura.

Na prática, a defesa moderna passou a incluir a capacidade de produzir, armazenar e manter insumos estratégicos dentro de casa ou em cadeias mais resilientes.

Conteúdo nacional e indústria de defesa

Na entrevista, Ilques também defende o fortalecimento da base industrial de defesa, com produção local e domínio de tecnologia.

Ele cita como exemplo o caminho de programas feitos com transferência de tecnologia e participação brasileira, em vez de simples compras prontas no exterior.

A lógica é clara: em uma crise prolongada, quem depende totalmente de fornecedores externos pode descobrir tarde demais que não controla a própria logística.

Por isso, a defesa de conteúdo local aparece não apenas como política industrial, mas como estratégia de soberania.

Esse raciocínio se conecta a projetos que seguem relevantes no setor militar brasileiro.

As fragatas da Classe Tamandaré, por exemplo, são apresentadas pela Marinha como parte do esforço de renovação do poder naval, com sistemas modernos de defesa aérea e armamentos de nova geração.

O debate sobre o Gripen, frequentemente citado como caso de cooperação com absorção tecnológica, também entra nesse mesmo campo: o de reduzir dependências e ampliar capacidade industrial interna.

 

 

 

 

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