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EUA podem impor tarifaço de 30% sobre produtos brasileiros

Além de tarifas e outras barreiras comerciais, as alegações contra o Brasil incluem o pix, que segundo o governo americano viola a livre concorrência

Publicada em 24/04/2026 às 09:03h - 43 visualizações - Agora Noticias Brasil


EUA podem impor tarifaço de 30% sobre produtos brasileiros



Os Estados Unidos preparam um novo tarifaço contra o Brasil e outros países. No caso dos produtos brasileiros, a alíquota deve ficar ao redor de 30%, segundo uma fonte que acompanha as discussões em Washington, e isentar aqueles que causam inflação nos EUA, como café, carne e suco de laranja.

O USTR (Escritório do Representante do Comércio dos EUA) tem até julho para anunciar a conclusão de suas investigações sobre o que considera práticas comerciais injustas e discriminatórias do Brasil. Mas o resultado pode sair antes disso, já que o processo está avançado.

Além de tarifas e outras barreiras comerciais, as alegações contra o Brasil incluem o pix, que segundo o governo americano viola a livre concorrência porque o Banco Central o privilegia em detrimento dos sistemas americanos de transferências financeiras.

As investigações citam também falhas na proteção da propriedade intelectual, como os produtos piratas vendidos em centros comerciais como a rua 25 de Março, e lentidão no sistema de patentes, que prejudicaria as empresas inovadoras americanas.

E há também os crimes ambientais, que foram pretexto de uma postagem do USTR na rede social X na quarta-feira (22), Dia da Terra. O post mostra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com uma pá na mão, e a legenda, em maiúsculas: “Cavando práticas comerciais injustas que prejudicam trabalhadores americanos”.

O texto afirma que 50% da madeira exportada pelo Brasil — e 90% daquela proveniente da Amazônia — é ilegal, o que impacta o meio ambiente e a competitividade dos produtores americanos.

O post tem um fio com dez telas, uma para cada país. A primeira é sobre o Brasil, e depois seguem Índia, México, Bolívia, etc.

Apesar dessas amplas acusações, as medidas devem se concentrar nas tarifas comerciais, e não devem se estender a sanções do Tesouro, segundo a fonte em Washington.

Um foco de atenção deve ser o etanol, que tem uma tarifa de 18% para o produto importado americano. O etanol nordestino usufrui de reserva de mercado. Os EUA seriam competitivos para exportar para a região, pela proximidade geográfica.

As medidas ocorrem no âmbito da Seção 301 da Lei do Comércio de 1974. No tarifaço anterior, anunciado em 2 de abril de 2025, chamado por Trump de “Dia da Libertação”, o presidente recorreu à IEEPA (Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional). A Suprema Corte, no entanto, contestou o emprego dessa lei nesse caso.

Há também o uso da Seção 232, que trata de segurança nacional. Ela foi usada para impor globalmente tarifas de 25% sobre o aço e 50% sobre o alumínio. Essas alíquotas continuam em vigor, embora tenham sido flexibilizadas para alguns produtos.

 

 

 

 

 

 

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