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Deputado Marcel Van Hattem chama comandante do Exército de "frouxo e covarde" e diz que Exército bate continência para "Ladrão"

Publicada em 04/05/2026 às 09:32h - 83 visualizações - ZY3 - Paulo S. Capeleti


Deputado Marcel Van Hattem chama comandante do Exército de



Brasília, 4 de maio de 2026 – Um episódio inédito e de alta tensão marcou os corredores da Câmara dos Deputados no final de abril. O deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS) protagonizou um bate-boca com o general Emílio Vanderlei Ribeiro, chefe da Assessoria Parlamentar do Exército Brasileiro, após criticar duramente o comandante da força, general Tomás Ribeiro Paiva.

O confronto ocorreu logo após reunião da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional. Van Hattem, conhecido por suas posições conservadoras e bolsonaristas, havia criticado a postura do Exército em relação a questões políticas recentes, incluindo o que ele classifica como alinhamento com o Supremo Tribunal Federal (STF) e o governo Lula. Ao deixar o local, o general Emílio o abordou de forma que o deputado interpretou como intimidatória.

No vídeo do incidente, o general defende seu superior: “Ele [Tomás Paiva] não é frouxo. Ele é meu comandante e com ele eu vou pra guerra”. Van Hattem responde sem hesitar: “É frouxo sim. Seu comandante é frouxo! Se o senhor defende um frouxo, é frouxo também e covarde”. O deputado ainda acusou o Exército de “bater continência para ladrão” e afirmou que o comando seguiria ordens do ministro Alexandre de Moraes.

A oposição na Câmara reagiu com veemência. O líder da Oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), divulgou nota classificando a abordagem do general como “intimidatória” e “incompatível com o Estado de Direito”. A nota exige o afastamento imediato do general Emílio de suas funções até a completa apuração dos fatos.

O Exército Brasileiro ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso. O episódio expõe as crescentes tensões entre parte do Congresso conservador e a cúpula das Forças Armadas, em um contexto de polarização política que envolve críticas à atuação militar diante de decisões do Judiciário.

Van Hattem, por sua vez, registrou boletim de ocorrência na Polícia Legislativa da Câmara e reforçou que não aceitará intimidações contra parlamentares no exercício do mandato. O caso deve render debates acalorados nos próximos dias no Plenário e nas comissões.




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