A Polícia Federal cumpre nesta quinta-feira, 7, 10 mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária pela quinta fase da Operação Compliance Zero, que investiga o escândalo do Banco Master.
Um dos alvos de busca e apreensão é o senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP. A IstoÉ entrou em contato com o parlamentar, mas não teve retorno até a publicação desta notícia, que será atualizada em caso de manifestação.
As ações policiais foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal). A decisão judicial autorizou, ainda, bloqueio de bens e direitos no valor de R$ 18,85 milhões.
‘Amigo de vida’: a relação entre Vorcaro e Ciro Nogueira
Conforme as mensagens obtidas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro, o banqueiro se referiu ao senador como um de seus “grandes amigos de vida” e disse desejar apresentá-lo à namorada em 17 de maio de 2024.
Em 13 de agosto, o banqueiro comemorou um projeto do senador. “Ciro soltou um projeto de lei agora que é uma bomba atômica mercado financeiro“, escreveu.
A data coincide com a da emenda à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) de autonomia financeira do Banco Central, apresentada pelo piauiense, para aumentar o valor coberto pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de R$ 250 mil por CPF para R$ 1 milhão.
A cobertura do FGC era uma das principais estratégias do Master para alavancar os investimentos em seus CDBs (Certificados de Depósitos Bancários). O banco foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025, quando Vorcaro foi preso pela primeira vez.
A PF ainda encontrou menções de pagamento a uma pessoa de nome “Ciro” nas conversas de Vorcaro com seu cunhado, Fabiano Zettel, considerado seu operador financeiro. Em maio de 2024, Zettel enviou ao banqueiro uma lista pedindo autorização a diversos pagamentos a serem feitos. “Preciso que me ordene as prioridades. […] 2. Pagamento pra Ciro”, escreveu. O banqueiro, então, autorizou os repasses.
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