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A montanha pariu um rato: A "Revelação" do Intercept Sobre Flávio Bolsonaro e o Filme "Dark Horse"

Publicada em 14/05/2026 às 11:25h - 132 visualizações - ZY3 - Paulo S. Capeleti


A montanha pariu um rato: A



Em mais um capítulo da estratégia de vazamentos seletivos, o site Intercept Brasil divulgou, nesta semana, um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) conversa com o banqueiro Daniel Vorcaro sobre possível patrocínio privado para o filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A reportagem, porém, traz apenas a fala de Flávio, sem o contexto completo da resposta de Vorcaro, e é apresentada como uma bomba capaz de abalar a pré-candidatura do senador à Presidência.

O áudio, obtido pelo Intercept, mostra Flávio cobrando agilidade em pagamentos para evitar atrasos na produção, citando tensões com equipe, ator e diretor. No entanto, conforme o próprio veículo reconhece em sua matéria, trata-se de uma conversa entre particulares sobre patrocínio a um projeto cultural privado. Não há, até o momento, indícios concretos de desvio de recursos públicos, favorecimento ilegal ou qualquer prática criminosa. Flávio Bolsonaro já afirmou publicamente que se tratava de “dinheiro privado” e que a relação era legítima.

Fonte com histórico questionável

O Intercept Brasil, conhecido por seu viés de esquerda, tem histórico de financiamento ligado a redes progressistas internacionais, incluindo conexões indiretas com a Open Society Foundations, de George Soros, e atuações polêmicas na Operação Lava Jato — onde vazamentos seletivos foram usados para atacar investigadores — e em narrativas favoráveis a exilados políticos. A publicação surge em momento estratégico, às vésperas de disputas eleitorais, e reforça o padrão de uso de áudios e documentos para gerar desgaste, mesmo quando os fatos são parciais.

Valores inflados e sem comprovação de repasse

Segundo relatos de jornalistas e análises circuladas em redes, os valores mencionados variam drasticamente: partem de supostos US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões na cotação da época), caem para US$ 10,6 milhões (R$ 61 milhões) supostamente pagos e chegam a patamares muito menores, como R$ 2,3 milhões em algumas referências. Crucial: a produtora Go Up Entertainment e o produtor executivo Mário Frias negam categoricamente qualquer repasse de Vorcaro ao filme. Não há evidências públicas de que os valores tenham sido efetivamente pagos ou direcionados à produção.

Flávio Bolsonaro admitiu ter buscado patrocínio privado, mas negou irregularidades. A ausência de comprovação de transferência efetiva e o desmentido da produtora reforçam que o caso, até aqui, não passa de uma negociação que não se concretizou plenamente — ou que, se ocorreu em parte, foi dentro da legalidade de aportes privados a um projeto cinematográfico.

Análise: Desespero da esquerda em ano eleitoral

A repercussão exagerada deste episódio revela o desespero de setores da esquerda diante da ascensão de Flávio Bolsonaro nas pesquisas para 2026. Com o PT e aliados enfrentando desgastes próprios e a dificuldade de emplacar uma narrativa positiva, recorrem a cortinas de fumaça para desestabilizar adversários. Como disse Dilma Rousseff em momento de franqueza: “Faremos o diabo para ganhar as eleições”. O “diabo”, aqui, parece ser transformar uma conversa privada sobre patrocínio cultural em escândalo nacional, ignorando a falta de provas conclusivas de ilícito.

Se fatos novos e conclusivos não forem apresentados — com documentos irrefutáveis, não apenas áudios unilaterais —, resta a impressão de que esta história serve como distração para casos mais graves de corrupção envolvendo Daniel Vorcaro, o Banco Master, decisões do STF e articulações do PT. A montanha pariu um rato: muito barulho por algo que, até prova em contrário, não configura crime, mas sim uma tentativa de politizar relações privadas em pleno ano pré-eleitoral. A sociedade brasileira, cada vez mais atenta, saberá separar o joio do trigo.

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Origem do Financiamento do Intercept Brasil

O Intercept Brasil surgiu em 2016 como uma extensão brasileira do site The Intercept, fundado nos EUA por Glenn Greenwald, Jeremy Scahill e Laura Poitras. Inicialmente, era parte da First Look Media, criada em 2013 pelo bilionário Pierre Omidyar (cofundador do eBay), que comprometeu centenas de milhões de dólares para o projeto global.

Principais fontes históricas

Pierre Omidyar / First Look Media: Principal financiador inicial. Omidyar forneceu suporte substancial (com promessas iniciais de até US$ 250 milhões para o The Intercept global). O Intercept Brasil operou com recursos da matriz até se tornar independente.

Open Society Foundations (George Soros): Em 2022, a fundação de Soros destinou US$ 207 mil (cerca de R$ 1,06 milhão) diretamente ao “First Look (Intercept Brasil)”. A justificativa oficial foi “fortalecer a liberdade de imprensa e o jornalismo independente no Brasil”.

Crowdfunding e doações de leitores: Desde 2020, o Intercept Brasil desenvolveu uma campanha forte de assinaturas recorrentes via Catarse. Chegou a ter cerca de 10 mil apoiadores, gerando cerca de US$ 55 mil por mês. Em 2022, tornou-se uma organização independente sem fins lucrativos, reduzindo dependência da matriz americana.

Outros contextos de financiamento

O Intercept Brasil não divulga todos os doadores de forma exaustiva e transparente em tempo real, mas integra o ecossistema de mídia progressista financiado por grandes fundações filantrópicas internacionais. A Open Society de Soros tem histórico amplo de apoio a organizações no Brasil (centenas de milhões de reais entre 2016-2024 para ONGs, direitos humanos, mídia e pautas progressistas). Outras fundações como Ford Foundation também atuam no mesmo ecossistema, embora não haja repasse direto recente documentado especificamente ao Intercept Brasil.

Em 2023, o The Intercept global (matriz) se separou formalmente da First Look e se tornou uma nonprofit independente, recebendo um grant de transição de US$ 14 milhões da própria First Look. O braço brasileiro já havia se desmembrado antes.

Resumo objetivo

O financiamento combina capital inicial de bilionário de tecnologia (Omidyar), apoio direto de fundação ligada a George Soros e doações recorrentes de leitores. Isso explica o alinhamento editorial consistente com pautas de esquerda e investigações seletivas contra governos de direita, padrão comum em veículos financiados por esse tipo de filantropia global progressista.

 

Fontes primárias: relatórios da própria Open Society Foundations, análises do Instituto Monte Castelo, reportagens do LatAm Journalism Review e Wikipedia/The Intercept. Não há indícios de financiamento direto do governo brasileiro ou partidos políticos, mas sim de rede internacional de fundações privadas com clara orientação ideológica.




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1 comentário


Dexter

16/05/2026 - 11:15:44

Excelente matéria. Parabéns!


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