Em meio a especulações sobre tensões internas no campo da direita, Romeu Zema (Novo) veio a público nesta quarta-feira (27) para sinalizar disposição de apoiar Flávio Bolsonaro caso o filho de Jair Bolsonaro (PL) avance ao segundo turno contra o presidente Lula (PT). A declaração foi feita em vídeo publicado no perfil do ex-governador de Minas Gerais no Instagram.
No pronunciamento, o pré-candidato ao Palácio do Planalto deixou claro que sua meta central é impedir a continuidade do PT no poder federal. “A minha prioridade absoluta esse ano é tirar o PT de Brasília, como eu já fiz em Minas”, iniciou Zema.
Além de citar Flávio Bolsonaro, o ex-governador mencionou outros nomes da direita ao defender a união do campo político. “Vocês conhecem a minha posição no caso envolvendo o Flávio também. Mas que fique claro: eu vou seguir trabalhando até o fim do segundo turno pra vencer o Lula nessas eleições. Caso não seja eu, seja o Flávio, Caiado ou qualquer outro, eles terão meu total apoio contra o PT. Assim como tenho certeza que eles também estarão comigo caso eu seja o candidato escolhido pelo povo. O Brasil não aguenta mais quatro anos de PT”, completou.
Críticas ao caso Flávio e Banco Master permanecem
A postura conciliatória de Zema não significou, porém, uma retratação. O ex-governador havia adotado tom crítico em relação aos áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ele manteve tudo o que disse anteriormente sobre o episódio, mas optou por demonstrar abertura para convergir em torno de uma candidatura única da direita no eventual confronto direto com Lula no segundo turno.
O posicionamento de Zema ocorreu após dias de repercussão negativa envolvendo um possível desgaste dentro do grupo político que sustenta sua pré-candidatura. Rumores sobre a permanência de seu nome na corrida presidencial de 2026 ganharam força. Na véspera, a cúpula do partido Novo chegou a convocar uma reunião de “emergência” por videoconferência, realizada na terça-feira (26), para tratar do cenário.
O movimento de conciliação feito pelo ex-governador mineiro busca acalmar aliados e reafirmar sua relevância no tabuleiro eleitoral da direita, ao mesmo tempo em que mantém acesa a rivalidade com o PT de Luiz Inácio Lula da Silva.
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