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Bia Kicis acusa: Bolsonaro foi traído pelos militares nas eleições de 2022

Publicada em 02/06/2026 às 09:44h - 49 visualizações - ZY3 - Paulo S. Capeleti


Bia Kicis acusa: Bolsonaro foi traído pelos militares nas eleições de 2022



Em declarações recentes em podcast, a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu traição por parte de setores das Forças Armadas durante o processo eleitoral de 2022. Segundo a parlamentar, essa suposta omissão ou conivência dos militares contribuiu para o desfecho das eleições e para os eventos subsequentes.

No episódio do IronTalks, Bia Kicis reforçou uma narrativa de que o Supremo Tribunal Federal (STF) consultou a cúpula militar antes de intensificar ações contra a gestão Bolsonaro. A deputada destacou que essa interlocução teria dado “segurança” ao Judiciário para avançar, sabendo que não haveria resistência significativa das Forças Armadas.

O que diz o livro revelado pela Revista Oeste

Essa afirmação ganha reforço em reportagem da Revista Oeste (24/11/2023), que cobre o lançamento do livro O Tribunal, dos jornalistas Felipe Recondo e Luiz Weber. De acordo com a publicação, ministros do STF mantiveram contatos com a alta cúpula militar antes de “dobrar a aposta” contra Bolsonaro.

“Apenas depois de constatarem que a caserna não se aventuraria em um suposto golpe de Estado, os juízes do STF teriam avançado o sinal”, relata a matéria. O livro menciona, por exemplo, a validação do “inquérito do fim do mundo” e sondagens feitas pelo então presidente do TSE, ministro Edson Fachin, junto a comandantes regionais.

Ainda segundo a Oeste, ao assumir o TSE, Fachin enviou emissários que trouxeram a informação de que os comandantes não compartilhavam das preocupações de Bolsonaro sobre as urnas eletrônicas. Isso teria permitido ao STF ignorar questionamentos do Ministério da Defesa.

Reações e relatos no X (antigo Twitter)

Pesquisas no X revelam que as falas de Bia Kicis repercutiram entre apoiadores de Bolsonaro, gerando debates acalorados sobre “traição” das Forças Armadas. Usuários citam a deputada ao afirmar que “Bolsonaro foi traído por todas as forças armadas” e que comandantes teriam priorizado interesses próprios ou evitado confronto.

Postagens recentes destacam acusações de que a alta cúpula não suportava um “ex-capitão” no comando e teria facilitado o caminho para o adversário, além de críticas à suposta passividade militar diante de questionamentos sobre o processo eleitoral. Esses relatos amplificam o sentimento de frustração entre bolsonaristas.

O episódio dos ônibus no 8 de janeiro de 2023

Um dos episódios mais citados como exemplo de suposta perfídia militar ocorreu no dia 9 de janeiro de 2023, no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília. Após os atos de invasão e depredação das sedes dos Três Poderes no dia anterior, um capitão do Exército utilizou megafone para orientar os manifestantes a recolherem seus pertences e embarcarem em dezenas de ônibus (cerca de 40 a 50 veículos), sob a promessa de que seriam evacuados da área ou levados para fora de Brasília, permitindo seu retorno às origens.

Muitos acampados, incluindo pessoas com famílias e pertences, obedeceram e entraram nos ônibus de forma pacífica. No entanto, os veículos foram direcionados para a superintendência da Polícia Federal e para a Academia Nacional de Polícia, resultando na prisão em massa de aproximadamente 1.927 pessoas. Centenas permaneceram detidas por longos períodos, com condenações posteriores por associação criminosa e incitação.

Apoiadores de Bolsonaro classificam essa ação como uma traição ou engodo (“perfídia”), argumentando que os militares induziram os manifestantes a uma falsa sensação de segurança, facilitando sua detenção coletiva sem resistência. Vídeos gravados dentro dos ônibus mostram manifestantes expressando decepção e sensação de terem sido enganados pelas Forças Armadas. Esse episódio reforça, para críticos como Bia Kicis e bolsonaristas, a narrativa de omissão ou conivência de parte da cúpula militar com as instituições que investigavam o ex-presidente.

Contexto político

Bia Kicis, uma das principais aliadas de Bolsonaro no Congresso, tem usado entrevistas e podcasts para criticar o que considera perseguição judicial contra o ex-presidente e para questionar o papel das instituições em 2022-2023. Suas falas se inserem em um debate mais amplo sobre o relacionamento entre Bolsonaro e as Forças Armadas, marcado por elogios iniciais e, posteriormente, por denúncias de omissão ou oposição velada de parte da alta oficialidade.

 

A matéria reflete um tema polarizador na política brasileira: de um lado, acusações de traição e conluio; de outro, visões que atribuem responsabilidade direta a Bolsonaro por eventuais planos de ruptura, o que nunca ocorreu ou provou-se claramente. As declarações de Bia Kicis alimentam esse debate, especialmente entre eleitores que ainda questionam a lisura do pleito de 2022.

Veja o Iron Talks no link abaixo.

Paulo S. Capeleti

 




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