Um vídeo gerado por inteligência artificial, divulgado pela Embaixada do Irã na Tunísia, mostra o Cristo Redentor em uma luta física contra a Estátua da Liberdade. O monumento brasileiro derrota o símbolo americano, que é arremessado do Morro do Corcovado e se despedaça. A legenda da publicação reforça: “Uma frente. Uma luta” e “vitória da fé sobre o imperialismo”.
Veja o vídeo:
O conteúdo surgiu em meio a tensões comerciais entre Brasil e EUA, incluindo ameaças de tarifas de 25% por parte do governo Trump.
Este vídeo não é mera brincadeira digital. Ele revela uma aproximação perigosa do Brasil com a ditadura teocrática do Irã, principal financiador de grupos terroristas como Hamas e Hezbollah. Ao permitir que o símbolo máximo do cristianismo brasileiro seja cooptado em propaganda iraniana contra os EUA, o país sinaliza uma guinada geopolítica que vai além de parcerias comerciais no BRICS.
O Irã financia ativamente o Hezbollah e o Hamas, grupos designados como terroristas por diversos países ocidentais. Usar o Cristo Redentor — ícone cristão erguido com doações populares e abençoado pela Igreja Católica — para simbolizar a derrota americana é uma apropriação cínica. Mulçumanos radicais, alinhados ao regime iraniano, historicamente rejeitam que “impuros” (não-muçulmanos) utilizem símbolos islâmicos, mas não hesitam em instrumentalizar imagens cristãs para atacar o Ocidente. Essa hipocrisia religiosa expõe o oportunismo da narrativa “fé contra imperialismo”.
O Brasil enfrenta acusações consistentes de abrigar redes de financiamento do Hezbollah, especialmente na Tríplice Fronteira (Foz do Iguaçu, Argentina e Paraguai). Os EUA oferecem recompensa de até US$ 10 milhões por informações sobre mecanismos financeiros do grupo na região, incluindo lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, contrabando e falsificação.
Relatórios americanos apontam conexões entre o Hezbollah e facções criminosas brasileiras como o PCC, com atividades de lavagem de recursos que poderiam beneficiar o terrorismo internacional. Embora o governo brasileiro negue conivência, a falta de ações enérgicas e o estreitamento de laços com o Irã (incluindo apoio à entrada no BRICS) alimentam suspeitas de que o país se tornou um hub para essas operações.
Até o momento, não há registro de posicionamento oficial contundente do governo brasileiro (gestão Lula) ou da Arquidiocese do Rio de Janeiro/ administradores do Cristo Redentor condenando explicitamente o uso indevido da imagem do monumento em propaganda iraniana. Críticas surgiram de opositores, como o governador Romeu Zema (MG), que afirmou: “Cristo jamais lutaria contra a liberdade” e criticou as companhias do governo com o regime iraniano.
A ausência de repúdio claro pode ser interpretada como omissão, reforçando a percepção de alinhamento ideológico com Teerã em detrimento de valores democráticos e cristãos tradicionais do povo brasileiro.
Este episódio serve de alerta. O Brasil, uma nação majoritariamente cristã, deve questionar se sua imagem e símbolos nacionais estão sendo usados para legitimar regimes autoritários e redes terroristas. A “vitória da fé” iraniana, na prática, parece mais uma derrota dos princípios de liberdade e soberania real.
Paulo S. Capeleti
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