noticias841 Vereador petista acusado de ligação com PCC deixa a prisão

Brasil

Vereador petista acusado de ligação com PCC deixa a prisão

Parlamentar retornou à tribuna após 40 dias detido e refutou acusações de envolvimento com facção criminosa

Publicada em 06/08/2026 às 09:13h - 31 visualizações - Contra Fatos


Vereador petista acusado de ligação com PCC deixa a prisão



Após permanecer 40 dias preso no 8º Distrito Policial, no bairro do Brás, o vereador Senival Moura (PT) discursou na Câmara Municipal de São Paulo nesta terça-feira, 5, e negou qualquer vínculo com o Primeiro Comando da Capital (PCC) ou participação em esquemas de lavagem de dinheiro investigados pelo Ministério Público de São Paulo.

Como ocorreu a prisão do vereador

A detenção de Senival Moura aconteceu em junho, durante a Operação Última Parada, conduzida pela Polícia Civil. A operação mira um suposto esquema de lavagem de dinheiro vinculado à empresa Transunião, companhia de transporte coletivo da capital paulista. A investigação busca apurar a infiltração do PCC em empresas do setor de ônibus.

Decisão judicial que garantiu a soltura

A desembargadora Carla Rahal, da 11ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, foi responsável por revogar a prisão temporária do parlamentar. A magistrada entendeu que a custódia havia excedido o prazo legal de cinco dias, o que tornava a manutenção da prisão ilegal. Diante disso, expediu o alvará de soltura.

Pronunciamento na tribuna da Câmara

De volta à tribuna pouco mais de um mês após ser libertado, Senival Moura afirmou que foi tratado como “o demônio” pelas autoridades ao longo da investigação. O vereador petista reforçou que não mantém vínculo com organizações criminosas e se declarou o principal interessado no esclarecimento dos fatos.

“O maior interessado nessa investigação chama-se vereador Senival Moura”, declarou.

O parlamentar também aproveitou o discurso para agradecer o apoio que recebeu durante o período de encarceramento.

Acusações do Ministério Público

De acordo com o Ministério Público, Senival Moura seria um dos proprietários da Transunião, empresa que teria funcionado como instrumento para lavagem de recursos ligados ao PCC. A investigação aponta ainda que, entre janeiro de 2019 e maio de 2022, o vereador movimentou R$ 8,6 milhões em contas bancárias. Desse montante, R$ 2,3 milhões não teriam origem identificada.

Não há informação pública sobre qual teria sido o valor eventualmente devolvido por Senival Moura ao grupo criminoso.

Amizade com investigado por homicídio

Durante o pronunciamento, o vereador confirmou manter amizade com Devanil de Souza Nascimento, conhecido como “Sapo”. Ex-funcionário da Transunião, Devanil é investigado pelo assassinato de Adauto Soares Jorge, que presidia a empresa. Segundo Senival, a relação entre os dois existe há bastante tempo.

 




ATENÇÃO:Os comentários postados abaixo representam a opinião do leitor e não necessariamente do nosso site. Toda responsabilidade das mensagens é do autor da postagem.

Deixe seu comentário!

Nome
Email
Comentário
0 / 500 caracteres


Insira os caracteres no campo abaixo:








Nosso site ZY3 Nosso Whatsapp (12) 9 9612-4827
Visitas: 685757 Usuários Online: 1
Copyright (c) 2026 - ZY3 - R. Manoel Joaquim de Oliveira, 444 - Monte Castelo, SJC - SP, 12215-090
Mensagem