O homem circulava normalmente pelos corredores com uma cobra enrolada no pescoço, como se fosse um acessório — o que, claro, não passou despercebido. A cena foi registrada por Celina Demétrio, que caminhava logo atrás e percebeu o animal. Segundo ela, a presença do réptil despertou curiosidade imediata. Algumas pessoas pararam para observar, outras preferiram manter distância, mas praticamente ninguém ficou indiferente.
O episódio ganhou ainda mais repercussão por acontecer poucos dias após outro caso curioso no mesmo local: uma mulher que passeava com uma galinha de estimação na coleira pelos corredores. Juntos, os dois episódios transformaram o shopping em um verdadeiro “zoológico improvisado” — ao menos na percepção bem-humorada de quem acompanhou os vídeos nas redes.
Apesar do tom leve adotado por muitos internautas, a situação também levantou questionamentos. Afinal, até onde vai o conceito de ambiente pet friendly?
O CenterVale Shopping informou que adota políticas que permitem a circulação de animais, mas reconheceu que casos envolvendo espécies que possam causar desconforto estão sendo reavaliados. O empreendimento afirmou ainda que iniciou uma revisão do regulamento interno para tornar mais claros os critérios, sempre em conformidade com a legislação vigente.
No Brasil, a criação doméstica de algumas espécies de cobras é permitida, desde que respeitadas regras específicas, como origem legal do animal e documentação adequada. Ainda assim, a circulação em locais públicos pode gerar debates sobre segurança e convivência. O dono da cobra não foi identificado até o momento.
Entre sustos, risadas e muitos celulares apontados, o fato é que o dia de compras acabou rendendo mais do que promoções: virou história para contar — e, claro, mais um capítulo das situações inesperadas que ganham vida no cotidiano urbano.
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