Washington, DC — 5 de maio de 2026. A Secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins, destacou os riscos à segurança nacional representados pela alta concentração no setor de processamento de carne, com ênfase especial nas empresas de propriedade estrangeira, incluindo a gigante brasileira JBS. As declarações foram feitas durante uma coletiva de imprensa no Departamento de Justiça, em 4 de maio de 2026, ao lado do Acting Attorney General Todd Blanche e do diretor de Comércio e Política de Manufatura Peter Navarro.
A coletiva anunciou o avanço de uma investigação antitruste contra os "Big Four" do setor de carne bovina (JBS, Cargill, Tyson Foods e National Beef), que controlam cerca de 85% do processamento nos EUA. O foco inclui possíveis práticas anticompetitivas, manipulação de preços e conluio, em resposta a uma diretiva do presidente Donald Trump.
Rollins contextualizou o problema da consolidação de mercado e os riscos associados à propriedade estrangeira:
“A consolidação no empacotamento de carne dos EUA levou a apenas quatro processadores de carne — JBS, uma empresa de propriedade brasileira, Cargill, Tyson Foods e National Beef, outra empresa brasileira — essas quatro empresas monopolizam cerca de 85% do mercado de processamento dos EUA hoje. [...] Essa concentração subiu de apenas 25% em 1977 para 71% em 1992 e agora para um espantoso 85%.”
Sobre os riscos à segurança nacional e o histórico da JBS:
“Metade desses gigantes do empacotamento de carne, incluindo o maior processador de carne do mundo, são de propriedade estrangeira ou têm controle significativo estrangeiro, tornando-os uma ameaça não apenas aos nossos produtores de gado, mas uma ameaça à própria América. [...] E, com o tempo, fica cada vez mais claro que a segurança alimentar é realmente segurança nacional.”
“Uma empresa de propriedade brasileira detém cerca de um quarto do mercado e tem um histórico documentado de corrupção internacional e atividades ilícitas. A dura realidade é que tal propriedade estrangeira de empacotadores de carne tem sido afiliada não apenas à corrupção, mas também a cartéis e, tão recente quanto na semana passada, ao trabalho escravo [...], o que é ruim o suficiente por si só, mas também prejudica os grandes produtores independentes de gado e consumidores da América.”
Rollins também citou exemplos práticos de vulnerabilidade, como o ataque cibernético de 2021 contra plantas da JBS nos EUA, que causou disrupções na produção.
A JBS, controlada pela família Batista, enfrenta há anos acusações internacionais de corrupção, subornos (incluindo um acordo de US$ 280 milhões com o Departamento de Justiça dos EUA por corrupção estrangeira), manipulação de preços, trabalho infantil/escravo, desmatamento e ligações com atividades ilícitas. Essas questões são citadas por autoridades americanas como parte do risco representado pela dependência de players estrangeiros em um setor estratégico como o de alimentos.
A investigação antitruste visa restaurar competição, proteger produtores rurais americanos (que enfrentam rebanhos historicamente baixos) e reduzir preços ao consumidor, tratando a segurança alimentar como questão de segurança nacional.
A própria Secretária Brooke Rollins resumiu parte das declarações em um post oficial no X:
Vídeos completos da coletiva circulam amplamente no X e em veículos como C-SPAN e Rev (transcrição disponível). A declaração reforça a agenda "America First" da administração Trump no setor agropecuário.
Essa posição marca um endurecimento contra a influência estrangeira no processamento de alimentos dos EUA, com impactos potenciais nas relações Brasil-EUA e no futuro da JBS no mercado americano. Acompanhe atualizações, pois a investigação segue em curso.
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