No primeiro episódio do programa Conduta Médica, da ZY3 Rádio, o dermatologista Dr. Felipe Araújo reuniu profissionais de diferentes áreas para discutir soroterapia, suplementação injetável e procedimentos estéticos. Participaram o Dr. Gerson (dermatologista e alergologista com décadas de experiência), o farmacêutico Dr. Marcos e a também farmacêutica Dra. Eloísa, ambos com atuação em injetáveis e farmácia clínica. O debate reforçou um princípio central da medicina: primeiro, não prejudicar.
Os especialistas destacaram que a via injetável, principalmente intramuscular, oferece absorção próxima de 100%, muito superior à oral (estimada entre 22% e 29% em muitos casos). Isso a torna útil em situações de deficiência comprovada, má absorção ou necessidade de reposição rápida.
Casos citados incluem:
Dr. Marcos e Dra. Eloísa ressaltaram a importância da parceria médico-farmacêutico: anamnese completa, exames laboratoriais (níveis de vitaminas, minerais, função hepática e renal) e monitoramento periódico (a cada 45–90 dias) para evitar hipervitaminose. Valores de referência de laboratório são guias, mas o ideal terapêutico pode ser mais alto em alguns contextos (ex.: vitamina D frequentemente mirando acima de 60 ng/mL, conforme discussão clínica).
A aplicação exige técnica adequada: volume máximo de cerca de 5 ml por aplicação, local correto no glúteo (evitando o nervo ciático), separação de substâncias oleosas e aquosas, e uso eventual de lidocaína para reduzir a ardência.
O uso de agonistas de GLP-1 foi tratado com cautela. Eles promovem perda de peso relevante, mas frequentemente causam perda muscular (sarcopenia), queda de cabelo, desequilíbrios hormonais (pela redução de colesterol, precursor de hormônios) e deficiências nutricionais que podem agravar sintomas psiquiátricos ou de fadiga.
Os convidados recomendaram acompanhamento com reposição injetável de vitaminas (especialmente do complexo B) e aminoácidos após o uso dessas medicações, além de alerta forte contra produtos falsificados — canetas adulteradas com insulina ou solução salina, sem registro da Anvisa, representam risco grave.
Na área estética, o programa abordou:
O consenso foi de moderação, consentimento informado e avaliação individual. Nem todo paciente se beneficia do mesmo protocolo.
A mensagem central do episódio foi clara: tratamentos injetáveis e estéticos não são “milagres” nem soluções genéricas. Exigem diagnóstico, personalização, exames e supervisão qualificada. Automedicação, uso indiscriminado de vitaminas e busca por clínicas sem respaldo médico elevam riscos desnecessários (hipervitaminose, reações locais, desequilíbrios e, no caso de falsificações consequências graves).
Dr. Felipe e os convidados também enfatizaram a evolução constante da medicina e a necessidade de atualização permanente dos profissionais. Hábitos de vida (alimentação, sono, atividade física) continuam sendo a base; os injetáveis, quando indicados, funcionam como suporte pontual e monitorado.
A discussão reforça que saúde de qualidade passa por avaliação individualizada e responsabilidade profissional — não por soluções prontas ou promessas exageradas.
Fonte: Live Soroterapia, injetáveis e medicina estética – Conduta Médica com Dr. Felipe Araújo, transmitida em 22 de agosto de 2026 no canal ZY3 Rádio.
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